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Porsche e Siemens Energy vão produzir combustíveis sintéticos no Chile a partir de 2022

sexta-feira, 04 de dezembro de 2020
Razão automóvel
Executive Garage
Razão automóvel

Apesar de a aposta na mobilidade elétrica na Porsche estar mais forte que nunca, a marca alemã anunciou em fevereiro passado estar também envolvida no desenvolvimento de combustíveis sintéticos ou e-fuels.

Porquê? Nas palavras de Michael Steiner, diretor de pesquisa e desenvolvimento na Porsche, “com a eletricidade apenas, não podemos seguir em frente depressa o suficiente”, referindo-se, claro está, em atingir os objetivos de neutralidade carbónica.

Não se ficando pelas palavras, os planos para a construção da primeira fábrica de produção de combustíveis sintéticos já estão em marcha, com esta a ficar localizada no Chile e entrará em funcionamento tão cedo como em 2022.

Projeção da fábrica a ser construída no Chile.

Na fase piloto serão produzidos 130 mil litros de combustíveis sintéticos neutros em termos climáticos, mas estes valores subirão substancialmente nas duas fases seguintes. Assim, em 2024, a capacidade de produção será de 55 milhões de litros de e-fuels, e em 2026, será 10 vezes superior, ou seja 550 milhões de litros.

“A mobilidade elétrica é uma prioridade para a Porsche. Os e-fuels para automóveis são um complemento valioso para isso – se forem produzidos em locais do mundo onde exista um excedente de energia sustentável. São um elemento adicional para a descarbonização. As suas vantagens assentam na sua facilidade de aplicação: os e-fuels podem ser utilizados em motores de combustão e híbridos plug-in, e podem utilizar a rede existente de postos de abastecimento.” 

Oliver Blume, diretor executivo (CEO) da Porsche

Porquê no Chile?

A construção da fábrica e produção de combustíveis sintéticos resulta de uma parceria entre a Porsche e a Siemens Energy (entre outros, como a empresa de energia AME, a petrolífera chilena ENAP e a empresa italiana de energia Enel), e conta ainda com o apoio do governo alemão, através do Ministério da Economia e Energia (contribuiu com oito milhões de euros).

Sob o nome de “Haru Oni”, o projeto piloto do qual esta nova fábrica faz parte, será implementado na província de Magallanes, no Chile. Porquê escolheram este país sul-americano e, em particular, esta província? Porque a província de Magallanes, localizada no sul do país (está mais perto da Antártida, a sul, do que da capital do país, Santiago, a norte), beneficia de excelentes condições climatéricas em relação ao vento, ou seja, beneficia de excelentes condições para a produção de energia eólica — as energias renováveis são fundamentais para garantir a neutralidade climática dos combustíveis sintéticos.

Tudo porque os e-fuels resultam da combinação de dois ingredientes: dióxido de carbono (CO2) e hidrogénio (H). E o busílis continua a estar, fundamentalmente, na produção de hidrogénio. Atualmente, 90% do hidrogénio produzido resulta da reformação por vapor, um processo bastante poluente, pos advém da decomposição de combustíveis fósseis. É chamado, por isso, de hidrogénio cinzento.

Para termos hidrogénio verde, não poluente, resultante da eletrólise da água — esta é decomposta nas suas moléculas constituintes, oxigénio (O) e hidrogénio (H2) —, necessitamos de elevadas quantidades de energia elétrica, logo, esta terá obrigatoriamente de provir de fontes de energia renováveis como a eólica que determinou a escolha da província de Magallanes, no Chile. É ainda o tipo de hidrogénio mais caro de produzir, mas a tendência é de o custo baixar, conforme os volumes produzidos aumentam.

A Siemens Energy será a responsável pela integração de sistemas em toda a cadeia de valor. Desde a criação das turbinas de vento Siemens Gamesa, à eletrólise PEM (Proton Exchange Membrane), que se enquadra com o recurso à energia eólica volátil.

Após efetuada a eletrólise da água, em que obtemos o hidrogénio (verde), este é posteriormente combinado com o CO2 — que também pode ser produzido de várias formas, onde se inclui a sua captura da atmosfera —, originando metanol sintético e renovável. Este é depois convertido em gasolina, com recurso à tecnologia MTG (Methanol To Gasoline), que será depois licenciado e apoiado pela ExxonMobil.

Porsche, o principal cliente

Dado o seu papel nesta parceria, em que a Porsche vai começar por investir cerca de 20 milhões de euros, previsivelmente será também o cliente principal para receber e usufruir deste e-fuel.

Os combustíveis sintéticos começarão por ser usados pela Porsche, inicialmente, em competição, onde o construtor alemão tem uma forte presença e chegarão aos Porsche Experience Centers e também aos seus veículos de produção.

Desta forma, todos os seus automóveis, sejam puramente a combustãohíbridos ou elétricos, poderão contribuir para a redução de emissões em direção à neutralidade carbónica.


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